Bővebb ismertető
Um vento nervoso
O vento era o inimigo. Soprando do norte, o vento gelado uivava através das dunas, levantando á sua passagem nuvens de areia. De pé, á porta da tenda, os dois irmaos contemplavam a tempesta-de de areia.
No seu abrigo, a máquina voadora aguardava, estremecendo com o vento que assobiava por entre as frinchas. Já tinha sobrevivido a um aciden-te. Mas isso fora numa manhá calma de Veráo, de céu límpido. Hoje, 17 de Dezembro de 1903, tudo era diferente: um vento muito forte varria a costa da Carolina do Norte.
«Nao precisamos levá-la para o alto da duna», disse, de súbito, um dos homens enquanto obser-vava os redemoinhos de areia. «Podemos Jangá-la daqui».
O outro acenou com a cabera. Ele tinha razáo. Na primeira tentativa tinham langado a máquina do alto de uma duna a fim de conseguirem a ve-locidade necessária. A máquina tinha desHzado pela duna abaixo, erguera-se no ar, mas afocinha-ra. Hoje o vento iria ajudar levantando a máquina como se fosse um papagaio de papel, um pa-pagaio com um motor capaz de desafiar a gravi-dade.
Página oposta: o aviáo da figura fez demonstra?5es de veo em 1908, em Franga. O piloto era Wilbur Wright que, cinco anos antes, tinha construido, juntamente com o irmao, o primeiro aviáo do mundo em tamanho natural, capaz de voar. Iria revolucionar a ciencia, dizia a imprensa francesa da altura. Na verdade, eles iriam revolucionar o mundo.