Bővebb ismertető
INTRODUÇAO
As orquídeas compreendem as maiores familias de plantas floríferas, com cerca de 20.000 espécies silvestres conhecidas. Botánicamente, pertencem ao grupo chamado Monocotiledônea que incluem também as grami-nias e lirios. A concepçâo popular, de que as orquídeas sâo algo especial e diferente, se baseia no fato cien-titico de que, na verdade, sâo incomuns quanto a sua estrutura e crescimento, sua associaçâo com outras plantas e relacionamento com insetos polinizadores. Dentro do grupo, apesar de existir uma estrutura uniforme básica, há enorme variaçâo quanto a aparencia e aspecto. Variam no tamanho, desde pequenas plantas com apenas alguns centímetros de altura até gigantes de muitos metros. Quanto ao aspecto, compreendem dois tipos principáis — terrestre, que cresce e cria raízes no solo, e epífita, que significa que cresce sobre outres vegetáis, geralmente plantas, mas nao sao parasitas. Sor inte os tipos terrestres sâo encontrados em paises temperados, sendo as epífitas exclusivamente tropicais, e estas, cu seus híbridos, constituem as orquídeas coloridas cultivadas. As epífitas ligam-se as suas árvores hospedeiras graças a raízes aéreas especiáis, através das quais absorvem alimento e também umidade do ar. Muitas deks tem caules, chamados pseudobulhos e que servem como órgáo de armazenamento nas épocas da seca.
As orquídeas silvestres encontram-se em varias partes do mundo, exceto nas regioes muito frias e secas, mas há cerca de uma centena silvestre na Europa, e talvez o dobro nos Estados Unidos; avalia-se que há 2.000 espécies no Equador e 2.300 no Brasil. Apenas um número relativamente pequeno de géneros sâo comumente conhecidos, porém com a hibridaçâo, tanto dentro, como entre géneros, acima de 40.000 tipos foram cultivados e titulados.
O que torna a orquídea táo diferente de outras plantas? Em primeiro lugar, talvez seja devido a forma exclusiva das flores. Como nos lirios, há seis segmentos floráis, tres sépalas externas e tres pétalas internas^ porém enquanto no lirio os seis segmentos sâo mais ou menos semelfiantes, a aparente pétala inferior de uma orquídea é acentuadamente diferente, geralmente mais colorida e ornamental, e denominada labelo. Apesar de, realmente, parecer mais baixa é, de fato, a pétala mais alta, porém o pedúnculo floral e ovário que mantem a flor, dâo um giro de 90 graus. As vezes o labelo é mais alto devido a uma rotaçâo adicional, de 360 graus. Na orquídea nos nao vemos os seis estâmes masculinos, o pistilo feminino separado e os estigmas do lirio. Ao contrario, estes sâo unidos num órgáo único, chamado coluna, que geralmente sustenta em seu ápice um só estame — exceçâo que só se encontra nas orquídeas "slipper", paphio-pedilum e géneros relacionados, que tem dois estâmes — e o estigma está geralmente situado abaixo, na parte frontal da coluna. O polen da maioria das orquídeas é coletado em massas chamadas polínias. Estas, de duas a oiro, de acordo com a especie, estâo comidas no estame e geralmente tem na base um disco viscoso.
O labelo e as partes sexuais modificadas sâo o segredo que tornám a orquídea uma flor diferente. O insetor polinizador (as vezes aves cu morcego) é atraído pelo labelo a procura de alguma recompensa. Na tentativa de obter esta recompensa, que pode ser o néctar, alguma parte do seu corpo entra em contato com o viscidium, de maneira que ao se retirar da flor, ele o faz com uma ou mais polínias, firmemente presas. Graças a bem planejados mecanismos, ao visitar outra flor da mesma espécie, estas polínias entrarâo em contato com o estigma, ocorrendo assim, a fecundaçâo. Nem sempre é o néctar que o visitante possa estar procurando. Em algumas espécies, a fragrancia e forma do labelo estimulam o comportamento de acasala-mento em certos insetos, os quais removem as polínias, na tentativa de realizar o acasalamento entre as flores.
Quando se cruzam dois géneros de orquídeas, o produto híbrido passa a ser conhecido por um novo neme genérico, composto de partes dos nomes dos géneros antecessores. Assim Laelia x Cattleya torna-se Laeliocattleya. Quando mais de dois géneros sâo envolvidos, emprega-se o mesmo critério, ex. Bras-savola X Laelia x Cattleya = Brassolaeliocattleya ou para se evitar denominaçâo tac incómoda, cunha-se um novo neme, cuja terminaçâo é sempre em ara. Assim Brassavola x Cattleya x Laelia x Sophronitis = Patinara. A descendencia de qualquer cruzamento dá-se um nome híbrido (ou grex) e nomes particulares, e como duas mudas nao sâo exatamente'iguais, dá-se ainda outro nome: cultivar.
Os primeiros híbridos foram obtidos pela semeadura de diminutas sementes, que somente germinarâo e crescerâo na presença de certo fungo (micorrisa), num adubo colocado ao redor de plantas geradoras. Atual-mente, contudo, sâo criados sob condiçôes de esterilidade em frascos de vidro, num meio contendo fórmulas especiáis de substancias que preencheráo a funçao do fungo.
Muitas orquídeas sâo relativamente fáceis de cultivar. Como qualquer outra planta cultivada, tudo que exigem é a combinaçâo correta da temperatura, luz e umidade, além de um adubo adequado. Com um pou-co de experiencia e uma pequena estufa aquecida, qualquer pessoa pederá criar muitas das lindas flores apresentadas nas páginas que se seguem.
Odontoglossum híbrido Croivhorough, na página aposta.